SEQUESTRO NO PARAÍSO
FICÇÃO
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CAPÍTULO 9 — UMA VISITA

Clarence, a aranha, terminava sua teia, escondendo assim a entrada do nada. Cada um tentava chamar o outro. Exceto Tio Máxima, que sabia ser a empreitada vã, quase desesperada e sem resultado. Um grande cansaço acabou por abatê-los, como se cada um tivesse corpo no vazio absoluto. Em pouco tempo, adormeceram profundamente, todos roncando, inclusive o anjo, que dormia pela primeira vez em sua existência.

O nada parecia vazio…

As silhuetas não se viam.

No entanto, surgiu uma primeira intuição onírica.

— Alô! Estou falando com quem quiser me sonhar! Sou eu, Henri! Ninguém diz nada? Não sinto nada… Sonho que estou procurando vocês nessa ausência de tudo. Compreendi uma coisa! Não somos nada dentro do nada.

— Quando não se é nada, é normal deixar de mentir para si mesmo. O que é que eu digo?! Se sentir. Eu esperava que um de vocês sonhasse neste não-lugar para poder lhe dirigir a palavra, tranquilizou Tio Máxima, bem à vontade no nada e nos sonhos.

— Bom dia a vocês! Aqui é Cascas! Temos a impressão de levitar, como um estado de graça suprema! Dormir é interessante, sonhar é ainda mais. Será que estamos todos dormindo? sonhava incansavelmente o anjo no âmbito dessa particular telepatia onírica.

Houve como que um longo silêncio… Como se os sonhos deles flutuassem. Henri manifestou de repente sua inquietação, pois Marilyn não havia respondido.

— Marilyn! Marilyn!… Onde você está?… Responda!… Alguém ouviu Marilyn sonhar?… Ela se comunicou com um de vocês dois?

— Não! Não recebemos nenhum chamado telepático, respondeu o anjo.

— Fale por si mesmo…, nós! Isso acaba sendo cansativo. Ficar achando que você é o porta-voz de toda a sua congelação… O que é que eu digo?! Sua congregação… Nós por aqui, nós por ali…

— Vocês estão esquecendo Marilyn? Não entendo nada. No entanto, ela foi a primeira a pular no seu bico, Tio? O que aconteceu? O senhor já se extraviou antes nesse buraco perdido? disparava Henri, nervoso.

— Não! Nunca. Você compreenderá que eu preciso confiar no meu querido nadinha.

— Estou sonhando com vocês ou vocês são um pesadelo lívido?! interveio ela, de modo tranquilizador.

Ela recebia uma rajada de perguntas de seus três companheiros de infortúnio.

— Marilyn, seu silêncio nos afetava, e nossas asas manchadas até tremiam. Por que você se calava?

— Sim, por que não ter dito nada… O que é que eu digo?! Nada dito.

— Eu tinha a impressão de estar em paz ao me manter discreta. Não se esqueçam de que corro o risco de sobrecarregar meu futuro paradisíaco com um imbecil, alfinetou Marilyn, cujo medo voltava à tona, o que não deixava de influenciar seu caráter. Confesso que, neste momento, a única coisa que me agrada em Henri é esse vazio na cabeça. Eu diria até que o nada deve ter ciúme disso, zombou em seguida Marilyn, atribuindo a ele a causa da debandada.

— Diga, você e o vazio são da mesma árvore genealógica, não? Ah! E agradeça a ele por mim. Você está ainda mais encantadora, porque eu não a vejo.

— Meu caro Henri, posso chamá-lo carinhosamente de idiota?

— Você tem sorte de haver um nada nos separando!

Esse encantador desabafo verbal cessou quando Tio Máxima, que tinha a impressão de ver surgirem úlceras no nada, chamou todos à ordem.

— Calem-se! – Um imperativo que repercutiu como um eco no sonho dos outros. – Precisamos nos lembrar de que o diabível… O que é que eu digo?! O diabo invadiu o paraíso.

— Se esse velho bode realmente controla o Éden, não vejo interesse em sair daqui, disse Henri, que começava a achar o vazio confortável.

— Tenho uma questão em questão… O que é que eu digo?! Tenho uma sugestão. Vocês querem luz?… Sim ou não?… perguntou banalmente o híbrido.

— Como assim?… O senhor nos havia prevenido da impossibilidade de nos enxergarmos no nada. Agora nos propõe nos iluminar para nos sentirmos à vontade! interveio Marilyn, que vivia seu sonho cada vez mais como uma visão geradora… de suores frios.

— Eu não disse fazer luz lunar… O que é que eu digo?! Luz… Eu estava realmente falando em esclarecer a situação, precisou Tio Máxima com um leve suspiro de desânimo!

— Não sei se vocês compartilham da minha opinião, caro anjo…, tenho a intuição de que essas duas almas se gostam. Afinal, só se reconhece a afinidade quando os átomos já estão soldados um ao outro. Não é mesmo?

Henri tossicou… Chegou até a fingir delirar independência em seu sonho.

— Vamos, Tio! Paremos de esticar a eternidade ainda mais. O que o senhor tem a sugerir?

— Vocês se lembram do pequeno buraco que Clarence cobre com uma teia?… Para o mundo exterior, isso não é nada. Para nós, agora, é uma abertura no nada, uma saída possível. Pois bem… esse buraco, eu posso deslocá-lo, revelou o guardião do vazio absoluto.

— E daí?… sonharam eles juntos, envoltos pela incredulidade.

— O nada tem a particularidade de estar sempre em toda parte… no mesmo lugar. Mas é possível deslocar facilmente seu acesso. Ou seja, o pequeno orifício camuflado por Clarence. Então, vão para o diabo!… O que é que eu digo?! Vamos até o diabo. Vamos à casa dele para mostrar do que somos feitos! surpreendeu-se ele, tão fanfarrão quanto Henri.

— O senhor não tem medo, Tio, disseram todos ao mesmo tempo.

— Quando o diabo não está, os condenados dançam. Rosa dos Ventos não está mais no inferno, mas no pio da ação junto ao bom fogo… O que é que eu digo?! No fogo da ação na casa do Bom Deus. Portanto, o caminho está livre para lhe pregar uma boa peça. Vocês me dão sinal verde para deslocar o buraco?…

— Que ideia o senhor tem em mente, Tio Máxima? Vamos queimar nas chamas antes de dizer ai! temeu Marilyn.

— O nada não pode queimar, e jamais será um balão deslocado por um tornado de fogo. Posso, portanto, decidir o lugar onde vamos parar com um mínimo de risco, respondeu ele sem vacilar e orgulhoso de si mesmo.

O plano do híbrido era bem simples: encontrar alguma coisa à qual Rosa dos Ventos fosse apegado. Como uma velha lembrança ou mesmo a primeira chama do inferno! Marilyn até duvidava da existência de algo assim. Tio Máxima reforçou a ideia, fazendo-a compreender que um ser como Rosa dos Ventos é incontestavelmente de um materialismo assumido.

Sem que o resto do grupinho pudesse perceber, Tio Máxima já havia deslocado aquela minúscula abertura, menor do que a milésima parte da cabeça de um alfinete, que dava acesso ao resto do mundo.

— Pronto, chegamos. É a primeira vez que venho aqui… Estou quebrando o lugar ao mesmo tempo que vocês. O que é que eu digo?! O gelo, disse ele, assustado.

— Espero que ele não derreta rápido demais. O quê? Já! O que o senhor vê no reduto do diabo? Como é o fogo?… Quente?… perguntava, receoso, Henri, com a voz abafada e rouca de espanto.

Aflito e acreditando de repente que viera para ali queimar seus dias…, ele achava, de certo modo, que o desvio para o inferno terminava com uma eficácia impressionante pela brevidade.

— Há fogo, sim, mas não há fumaça alguma. No entanto… Essas chamas! Nada para acalmar… O que é que eu digo?! Nada para evitar o tormento! descrevia Tio Máxima.

O anjo Cascas, sem despertar, parecia de repente demonstrar um interesse quase científico.

— Nós perguntamos qual é a energia que alimenta esse fogo? informava-se ele, portanto.

— Pela cor… eu diria que se trata de gás propano? O que é que eu digo?! Profano… Mas… Oh! Que infelicidade! O que vou fazer? lamentou Tio Máxima como um ventríloquo sem fôlego.

— O que houve? continuavam a sonhar Cascas, Marilyn e Henri.

— Que tristeza! Ao olhar de perto demais, enganchei a teia da minha aranha. Minha pobre amiga… ela… ela caiu numa chama! Já não ouso olhar, dizia ele, aflito, exprimindo toda a sua desolação.

— Compartilhamos sua tristeza, Tio. Controle-se, consolava Marilyn, que, em seu sonho, tentava imaginar as lágrimas do guardião do nada. Diamantes? Água? Nada?…

Henri tentou devolver rapidamente a confiança aos seus espantosos companheiros. Imaginava que distrair o híbrido era a melhor solução.

— Por que parar de descrever? O senhor já não está olhando? Encontre o lugar por onde poderíamos sair… Quero dizer, por onde poderíamos desembarcar sem queimar os dedos dos pés.

— Você tem razão. Preciso abstrair meus sentimentos, minhas emoções, para salvar a todos nós. No mínimo, explorar em memória da minha terna e fiel aranha!

Tio Máxima retomava a coragem e farejava os ares de fuga.

— Ah! A pequena peste! exclamou, numa alegria transbordante e mais que explosiva, Tio Máxima.

— O que houve? O senhor acaba de ver um demônio florido?

— Não! Minha pequena aranha está viva! Ora essa!… Vocês jamais adivinharão o que ela está fazendo! sonhava ele, observando, pelo buraco minúsculo que dava para o inferno. Vocês sabem, Cascas, ela sempre vai me surpreender. As chamas não a afetam. Talvez vocês não acreditem em mim. Ela tece uma teia sobre as chamas para aprisioná-las. Preparem-se para acordar. Vou nos fazer sair pela minha zirguilha.

— Vamos, Tio! Paremos de esticar a eternidade ainda mais. O que o senhor tem a sugerir?

— Vocês se lembram do pequeno buraco que Clarence cobre com uma teia?… Para o mundo exterior, isso não é nada. Para nós, agora, é uma abertura no nada, uma saída possível. Pois bem… esse buraco, eu posso deslocá-lo, revelou o guardião do vazio absoluto.

— E daí?… sonharam eles juntos, envoltos pela incredulidade.

— O nada tem a particularidade de estar sempre em toda parte… no mesmo lugar. Mas é possível deslocar facilmente seu acesso. Ou seja, o pequeno orifício camuflado por Clarence. Então, vão para o diabo!… O que é que eu digo?! Vamos até o diabo. Vamos à casa dele para mostrar do que somos feitos! surpreendeu-se ele, tão fanfarrão quanto Henri.

— O senhor não tem medo, Tio, disseram todos ao mesmo tempo.

— Quando o diabo não está, os condenados dançam. Rosa dos Ventos não está mais no inferno, mas no pio da ação junto ao bom fogo… O que é que eu digo?! No fogo da ação na casa do Bom Deus. Portanto, o caminho está livre para lhe pregar uma boa peça. Vocês me dão sinal verde para deslocar o buraco?…

— Que ideia o senhor tem em mente, Tio Máxima? Vamos queimar nas chamas antes de dizer ai! temeu Marilyn.

— O nada não pode queimar, e jamais será um balão deslocado por um tornado de fogo. Posso, portanto, decidir o lugar onde vamos parar com um mínimo de risco, respondeu ele sem vacilar e orgulhoso de si mesmo.

O plano do híbrido era bem simples: encontrar alguma coisa à qual Rosa dos Ventos fosse apegado. Como uma velha lembrança ou mesmo a primeira chama do inferno! Marilyn até duvidava da existência de algo assim. Tio Máxima reforçou a ideia, fazendo-a compreender que um ser como Rosa dos Ventos é incontestavelmente de um materialismo assumido.

Sem que o resto do grupinho pudesse perceber, Tio Máxima já havia deslocado aquela minúscula abertura, menor do que a milésima parte da cabeça de um alfinete, que dava acesso ao resto do mundo.

— Pronto, chegamos. É a primeira vez que venho aqui… Estou quebrando o lugar ao mesmo tempo que vocês. O que é que eu digo?! O gelo, disse ele, assustado.

— Espero que ele não derreta rápido demais. O quê? Já! O que o senhor vê no reduto do diabo? Como é o fogo?… Quente?… perguntava, receoso, Henri, com a voz abafada e rouca de espanto.

Aflito e acreditando de repente que viera para ali queimar seus dias…, ele achava, de certo modo, que o desvio para o inferno terminava com uma eficácia impressionante pela brevidade.

— Há fogo, sim, mas não há fumaça alguma. No entanto… Essas chamas! Nada para aquartelar… O que é que eu digo?! Nada para evitar o sofrimento! descrevia Tio Máxima.

O anjo Cascas, sem despertar, parecia de repente demonstrar um interesse quase científico.

— Nós perguntamos qual é a energia que alimenta esse fogo? informava-se ele, portanto.

— Pela cor… eu diria que se trata de gás propano? O que é que eu digo?! Profano… Mas… Oh! Que infelicidade! O que vou fazer? lamentou Tio Máxima como um ventríloquo sem fôlego.

— O que houve? continuavam a sonhar Cascas, Marilyn e Henri.

— Que tristeza! Ao olhar de perto demais, enganchei a teia da minha aranha. Minha pobre amiga… ela… ela caiu numa chama! Já não ouso olhar, dizia ele, aflito, exprimindo toda a sua desolação.

— Compartilhamos sua tristeza, Tio. Controle-se, consolava Marilyn, que, em seu sonho, tentava imaginar as lágrimas do guardião do nada. Diamantes? Água? Nada?…

Henri tentou devolver rapidamente a confiança aos seus espantosos companheiros. Imaginava que distrair o híbrido era a melhor solução.

— Por que parar de descrever? O senhor já não está olhando? Encontre o lugar por onde poderíamos sair… Quero dizer, por onde poderíamos desembarcar sem queimar os dedos dos pés.

— Você tem razão. Preciso abstrair meus sentimentos, minhas emoções, para salvar a todos nós. No mínimo, explorar em memória da minha terna e fiel aranha!

Tio Máxima retomava a coragem e farejava os ares de fuga.

— Ah! A pequena peste! exclamou, numa alegria transbordante e mais que explosiva, Tio Máxima.

— O que houve? O senhor acaba de ver um demônio florido?

— Não! Minha pequena aranha está viva! Ora essa!… Vocês jamais adivinharão o que ela está fazendo! sonhava ele, observando, pelo buraco minúsculo que dava para o inferno. Vocês sabem, Cascas, ela sempre vai me surpreender. As chamas não a afetam. Talvez vocês não acreditem em mim. Ela tece uma teia sobre as chamas para aprisioná-las. Preparem-se para acordar. Vou nos fazer sair pela minha zirguilha.

Nenhum deles teve tempo de reagir, e todos já haviam emergido do nada.

— Estão vendo! Ela não sofre com o inferno. E, ao que me parece, nós também não.

Surpreendentemente, o chão não era ardente, mas morno. As teias de Clarence serviam como isolante térmico. O inferno parecia antes quente, mas não abrasador. O que não deixou de espantar Cascas e, claro, de tranquilizar Henri. Todos os esquemas estabelecidos desde a noite dos tempos, todos os imaginários do inferno desabavam como peças de dominó.

Entretanto, o ambiente era metálico e barulhento. Nada de gritos, lamentos, chamados inúteis: mas ruídos de roldanas rangendo, tilintares, atritos de peças metálicas e de engrenagens não suficientemente engraxadas, pouco lubrificadas. Nada de odor sufocante de enxofre, mas, ainda assim, os cheiros invasivos de diesel e de borracha superaquecida. Pouca fumaça, muita poeira. Como uma velha fábrica precisando de transformações urgentes. Havia bem pouca cor. O tom dominante: ferrugem. Os quatro pararam ao redor de Clarence, que aprisionava uma chama e depois outra.

Ela tecia com uma velocidade desconcertante.

Tio tentou convencer sua aranha a voltar para sua morada num tom meloso, quase obsceno.

— Venha, minha linda Clarence, venha aqui para o seu pequeno teto aconchegante, dizia ele, apresentando-lhe o bico escancarado.

Clarence o ignorou completamente e continuou construindo múltiplas teias. Bordava a uma velocidade por assim dizer infernal. Uma verdadeira renda de Bruges feita de uma seda ao mesmo tempo mais robusta, mais complexa e refinada. Ela lhes traçava um caminho. A natureza fenomenal do mundo celeste procedia intuitivamente.

— Vamos! disseram com coragem tênue os companheiros, avançando por entre as chamas retidas pelas teias de Clarence.

Sons estridentes, como longos deslizamentos de unhas pontiagudas sobre lousas, chegavam até o grupo. Esses ruídos eram gerados pelo surgimento de novos vícios.

Eles avançavam lentamente pelos corredores forrados pela aracnídea. Ao redor, labirintos de estruturas complexas, cheias de canos, alavancas, vigas retorcidas e parafusos sem fim, como um cenário de fim do mundo; o medo os fez estremecer.

Diante deles… uma sala gigantesca, de atmosfera envenenada por poeiras úmidas. Como um laboratório sujo e cinzento, com paredes estranhamente suadas para um inferno. Havia ali alguns pequenos diabos que se ocupavam sem paixão em defecar futuros pecados. Vestidos de látex vermelho e vinil preto em estilo sadomasoquista, procuravam inventar tentações inéditas. Isso enquanto escutavam os sons estridentes que eles mesmos haviam fabricado.

Henri notou que esses químicos do mal tinham chamas cheias nos bolsos. Um tanto sovinas. Sem dúvida, avareza. Paravam com frequência para contá-las. Por descuido, um diabinho pôs o pé sobre uma delas, caída no chão. Como as línguas de fogo fazem cócegas nos demônios, ele se contorceu de rir. Todos começaram a se puxar, tentando arrancar a preciosa e divertida chama uns dos outros.

Parecia, contudo, a Tio Máxima, ao casal Toutrec Monroe… e ao anjo, que esses trabalhadores de ar franzino, mas resistentes, esses pequenos técnicos do mal, procuravam constantemente confrontar, provocar o chefe do laboratório. A cada ordem recebida, os pequenos diabos consultavam um colega, sempre o mesmo. Esse representante dos camaradas chifrudos verificava então num grimório se o procedimento infernal havia sido respeitado. Depois, conforme a interpretação que fazia da convenção caótica, espetava ou não as nádegas do chefe do laboratório com as pontas do próprio tridente. Esses inventores de torturas morais se queixavam de tudo ou de nada, principalmente das condições de pesquisa. Quanto mais reivindicavam, mais complicadas se tornavam as tarefas.

Henri ouviu o chefe deles mencionar: « Por que fazer simples quando se pode fazer infernal? » Marilyn, a quem tudo era traduzido, concluiu ingenuamente que o inferno funcionava de viés, como tudo o que é burocrático demais.

A confusão entre os diabos foi tão intensa que deixaram ali seu pequeno trabalho para irem todos tomar um gole de aguardente um pouco mais adiante.