CORAÇÃO DE TECIDOS
ROMANCE
art-felx.com
CAPÍTULO IV - O ASSISTENTE

Na manhã em que Louise decidiu partir para Paris, ela não havia dormido.

Ficara sentada nos fundos da loja Coração de Tecidos até o amanhecer, cercada de croquis, faturas, copos de chá frio, pedaços de tecido e aquele cansaço particular que não vem apenas do corpo, mas de um sonho que começa a custar caro demais.

Na vitrine, o vestido vermelho parecia mais corajoso do que ela.

Era humilhante.

— Até meus manequins têm mais postura do que eu, murmurou ela.

Levantou-se, foi até o balcão e abriu a gaveta onde guardava os extratos. Os números estavam ali. Sempre tão desagradáveis. As vendas não bastavam. As clientes entravam, admiravam, conversavam, às vezes voltavam, mas não o bastante. Algumas compravam um lenço como quem compra uma desculpa. Outras experimentavam um vestido, olhavam-se longamente, descobriam-se bonitas, depois iam embora dizendo:

— Vou pensar.

Louise começava a detestar essa frase.

Pensar, numa loja, muitas vezes significava: agradeço por ter me permitido imaginar uma versão melhor de mim mesma, mas vou deixar minha coragem no provador.

Pascal Pascal não ajudava.

Desde que morava acima da loja, conseguira tornar-se uma presença inevitável. As clientes o notavam. As funcionárias o comentavam. As passantes o contornavam ou sorriam para ele. Escrevia frases para a vitrine, depois se comportava como se a loja agora respirasse por suas palavras. Não roubava o caixa, não. Fazia pior: roubava a atmosfera.

Quanto a Jean Chauvet, aparecia de tempos em tempos para vigiar a lenta progressão do desastre, como um homem que quase espera ter razão.

— Eu avisei, dizia seu olhar antes mesmo que sua boca começasse.

Louise se recusava a lhe dar essa satisfação.

Naquela manhã, Élodie chegou primeiro. Usava um suéter verde-escuro.

Louise notou imediatamente.

— Foi Pascal que aconselhou essa cor?

Élodie corou.

— Ele só disse que realçava minha alma.

— Sua alma trabalha às dez horas, lembro você.

— Sim, senhora Lang.

Claire passou em seguida, vinda do café vizinho com dois cafés e um croissant.

— Você está com cara de quem tomou uma decisão perigosa.

— Vou para Paris.

Claire pousou os cafés.

— Pronto. Eu sabia.

Élodie arregalou os olhos.

— Para Paris?

— Sim.

— Por quanto tempo?

— Alguns dias. Uma semana, se necessário.

— Mas e a loja?

— Vocês vão cuidar dela.

As duas mulheres a olharam como se ela acabasse de anunciar que lhes confiava um navio no meio de uma tempestade.

— Eu? perguntou Élodie.

— Você, Claire se aceitar passar de vez em quando, e Marie-Soleil para as decisões impossíveis.

— Sou garçonete, lembrou Claire.

— Justamente. Você sabe reconhecer clientes que têm fome.

— De roupas?

— De coragem.

Claire a observou por um instante, depois sorriu.

— Isso foi bem dito. Você deveria escrever numa placa.

— Não. Pascal faria melhor, e isso me irritaria.

Às nove horas, Marie-Soleil chegou, convocada com urgência. Escutou o projeto sem interromper, o que era raro e inquietante.

— Paris, disse ela enfim.

— Sim.

— Você vai apresentar seus desenhos?

— Sim.

— A quem?

— A todos que não me puserem para fora.

— Você tem encontros marcados?

— Dois. Talvez três. Os outros serão tentativas.

— Você não sabe vender seus desenhos.

— Eu sei.

— Você vai tremer.

— Provavelmente.

— Vai se vestir com seriedade demais para se dar coragem.

— É possível.

— Vai esquecer que é mais interessante do que suas próprias explicações.

Louise suspirou.

— Marie, preciso de ajuda prática, não de uma autópsia intuitiva.

— Muito bem. Prático: vá.

Louise ergueu os olhos.

— Você acha?

— Sim. Aqui, você está sufocando. Conta seus cabides como condenados. Em Paris, pelo menos, vai ver se seus modelos respiram em outro lugar.

— E a loja?

Marie-Soleil olhou ao redor.

— Ela sobreviverá alguns dias sem você. Ou aprenderá a tremer de pé.

Louise não disse nada.

Acima, os passos de Pascal atravessaram o apartamento. Lentamente. Como se ele tivesse ouvido.

Claro que tinha ouvido.

Alguns minutos depois, ele desceu.

Usava uma camisa preta, um lenço bordô e uma expressão de homem ferido antecipadamente.

— Paris, disse ele.

— Bom dia, Pascal.

— A senhora parte para Paris sem me consultar?

— Eu ignorava que meu passaporte precisava da sua bênção.

— Não. Mas seu romance, talvez.

— Minha vida não é seu romance.

Ele sorriu suavemente.

— Ainda não.

Louise sentiu uma irritação imediata. Ele tinha o dom de entrar nas decisões dela como uma corrente de ar por baixo da porta.

— Vou deixar a loja com as meninas, disse ela. Parto para apresentar meus desenhos.

— Excelente ideia.

Ela se preparara para uma objeção. Aquela aprovação a desarmou.

— O senhor acha?

— Claro. Aqui, a senhora defende uma loja. Lá, defenderá seu nome. É mais perigoso. Portanto, mais útil.

— O senhor me surpreende.

— Sou capaz de grandeza quando isso não custa nada.

Claire soltou uma risadinha.

Pascal a ignorou com uma dignidade ferida.

— Posso escrever uma carta de apresentação para a senhora.

— Não.

— Uma nota breve.

— Não.

— Uma frase.

— Sobretudo não.

— A senhora está errada. Paris gosta de frases.

— Paris também gosta de pessoas que sabem se calar.

Ele pousou a mão sobre o coração.

— Golpe baixo. Mas elegante.

Louise foi buscar o casaco.

— Durante minha ausência, Pascal, o senhor não desce para seduzir minhas clientes. Não aconselha minhas funcionárias. Não reescreve minhas placas. Não toca na vitrine. Não conta às passantes que elas têm um pescoço trágico.

— Era uma observação sincera.

— Era uma cliente perdida.

— Não era uma boa cliente.

— Não cabe ao senhor decidir.

Ele se inclinou.

— Obedecerei.

Marie-Soleil o encarou.

— Não. O senhor interpretará a obediência.

Pascal sorriu.

— A senhora me conhece cada vez melhor.

— É isso que me preocupa.

Louise pegou sua pasta de croquis. Estava pesada. Pesada demais para algumas folhas. Ela havia colocado ali meses de estresse, orgulho, medo e beleza.

À porta, virou-se uma última vez para a loja.

— Élodie, você anota cada venda. Claire, você recusa entregas não previstas. Marie, você impede Pascal de se tornar uma atração oficial.

— E se Jean aparecer? perguntou Élodie.

Louise hesitou.

— Diga a ele que estou trabalhando.

— Em Paris?

— Não. Diga apenas que estou trabalhando. Isso vai irritá-lo ainda mais.

Ela saiu.

Na rua, o ar lhe pareceu diferente.

Não mais leve.

Mas mais vasto.

________________________________________

Paris não recebeu Louise com violinos.

Paris a recebeu com uma fila na alfândega, um táxi caro demais, uma mala presa no porta-malas e um motorista que achou útil explicar-lhe que a moda já não era o que tinha sido.

— Agora, madame, todo mundo quer ser original. Resultado: ninguém mais é.

Louise, exausta, respondeu:

— É também o que receio.

Reservara um pequeno quarto num hotel discreto do nono arrondissement. O carpete conhecera viajantes mais felizes, o elevador gemia como um velho ator esquecido, mas a janela dava para um pedaço de zinco, duas chaminés e um céu parisiense de um cinza delicado.

Louise pousou sua pasta de croquis sobre a cama.

— Bom.

Olhou-se no espelho.

A mulher diante dela tinha os traços cansados, olheiras, mas uma decisão nova na boca. Não viera a Paris para brincar de turista, ainda que tivesse prometido a si mesma passar diante de alguns templos da moda como quem visita igrejas.

Na manhã seguinte, começou pela avenue Montaigne.

As vitrines tinham ali a frieza perfeita das coisas inacessíveis. Os vestidos não pareciam expostos, mas guardados sob vigilância. As vendedoras tinham silhuetas retas, sorrisos exatos e olhares capazes de avaliar o preço de um casaco antes mesmo que ele cruzasse a porta.

Louise entrou numa primeira maison.

Pediu para apresentar desenhos.

Perguntaram se ela tinha horário marcado.

Ela disse que não.

Sorriram para ela com aquela polidez que fecha com mais eficiência do que uma fechadura.

Numa segunda maison, obteve um cartão profissional.

Numa terceira, permitiram que deixasse um portfólio na recepção.

Numa quarta, disseram-lhe:

— Madame, recebemos muitíssimas propostas.

Ela respondeu:

— Imagino.

— A senhora pode enviar um dossiê pelo correio.

— Venho de Montreal.

— Então a senhora pode enviá-lo de mais longe.

A frase não era maldosa. Era simplesmente francesa de uma maneira que dá vontade de aprender a respirar de outro modo.

Louise saiu para a rua, com a pasta mais pesada do que antes.

Caminhou muito.

Rue du Faubourg-Saint-Honoré. Place Vendôme. Rue Cambon. Não entrava em todos os lugares. Às vezes, contentava-se em olhar as vitrines, observar os cortes, os volumes, as clientes, os homens de preto que abriam as portas, os jovens assistentes carregando capas como se transportassem relíquias.

Logo notou aqueles rapazes do meio da moda.

Alguns eram muito retos, muito magros, quase severos. Outros usavam roupas tão fluidas que pareciam ter se recusado a escolher entre a jaqueta e o cachecol, entre a camisa e a flor. Vários tinham gestos de uma delicadeza absoluta. Mãos expressivas. Vozes suaves. Ombros finos. Uma maneira de existir que não pedia desculpas a ninguém.

Louise os observou sem zombaria.

Ao contrário.

Pareciam livres de um modo que a comoveu. Não livres porque a vida lhes fosse fácil, não. Livres porque haviam transformado sua diferença em estilo. Não escondiam sua fragilidade. Usavam-na como uma linha de corte. Uma elegância. Uma assinatura.

Num ateliê perto do Marais, viu um jovem de cabelos descoloridos atravessar a sala com um rolo de tule rosa sobre o ombro. Avançava como um príncipe cansado, mas feliz. Outro, mais velho, com os pulsos cobertos de pulseiras finas, corrigia com um gesto preciso o caimento de uma manga num manequim.

Louise pensou:

— Eles têm o direito de ser mais inventados do que eu.

Esse pensamento a acompanhou o dia inteiro.

________________________________________

No terceiro dia, ela já havia perdido parte da segurança.

Falava rápido demais quando lhe concediam dez minutos. Explicava seus modelos em vez de deixá-los respirar. Dizia « é só uma ideia » antes mesmo que julgassem a ideia. Minimizava o que viera vender. Quase se desculpava por ter talento.

Numa maison de alta-costura chamada Maison Valombre, finalmente encontrou alguém que dedicou tempo a olhar seus croquis.

Valombre ocupava um prédio discreto numa pequena rua perto da place des Victoires. Nada de ostensivo na fachada. Uma placa de latão. Uma porta preta. Um interfone. Lá dentro, uma escada de pedra, paredes brancas, buquês sem perfume excessivo e um silêncio de trabalho bem pago.

Mandaram-na esperar numa sala onde quatro cadeiras pareciam mais caras que sua passagem de avião.

Depois, uma mulher magra, cabelos curtos, óculos escuros, entrou com uma pasta debaixo do braço.

— Madame Lang?

— Sim.

— Solange Arvay. Direção do ateliê de criação.

Louise levantou-se rápido demais.

— Muito prazer.

Solange Arvay indicou que se sentasse.

— Mostre-me.

Louise abriu o portfólio.

Desta vez, tentou se calar.

Solange olhou os croquis um por um. Não sorria. Quase não comentava. De tempos em tempos, deslocava uma folha, voltava à anterior, demorava-se numa gola, numa manga, numa linha oblíqua.

— A senhora tem mão, disse enfim.

Louise sentiu o coração acelerar.

— Obrigada.

— Mas se desculpa demais.

— Nos meus desenhos?

— Na maneira de apresentá-los. Parece que pede perdão antes de existir.

Louise não soube o que responder.

Solange demorou-se no vestido A Escapada.

— Este.

— Sim.

— A senhora o fez?

— Ainda não.

— Por quê?

— Falta de tempo. E talvez de meios.

— Resposta ruim. Os meios vêm depois do gesto. Nem sempre, mas é preciso acreditar nisso se quiser sobreviver neste ofício.

Ela fechou o portfólio.

— Não posso prometer nada.

Louise sentiu a frase cair sobre seus ombros.

— Entendo.

— Não. A senhora não entende. Eu disse que não posso prometer nada, não que a senhora não me interessa.

Louise ergueu os olhos.

Solange pegou um cartão e o pousou sobre o portfólio.

— Deixe-me uma cópia de três modelos. Este. Aquele. E o vestido oblíquo.

— A Escapada.

— O nome é um pouco literário.

— Eu sei.

— Mantenha-o mesmo assim. Nomes ridículos às vezes vendem melhor que os bons.

Louise soltou um riso nervoso.

— A senhora fica quanto tempo em Paris?

— Mais alguns dias.

— Passe amanhã no fim da tarde. Nem antes. Nem depois.

— Obrigada. De verdade.

— Não agradeça demais. Cansa.

Louise saiu da Maison Valombre com uma alegria prudente. Não uma vitória. Um fio. Mas um fio valia mais que o vazio.

No hall, no momento de sair, notou um pequeno cartaz colado perto da entrada dos funcionários.

MAISON VALOMBRE

PROCURA ASSISTENTE DE ATELIÊ

Presença discreta, senso de detalhe, disponibilidade imediata.

Dirigir-se à recepção.

Louise o leu uma vez.

Depois duas.

Assistente.

Não assistenta.

Permaneceu imóvel.

Nesse exato momento, dois jovens saíram de um corredor, carregados de capas. Um usava calça larga, sapatos envernizados e uma camisa marfim de gola amarrada. O outro tinha uma jaqueta acinturada, olhos muito levemente maquiados, um broche antigo na lapela. Conversavam com animação, riam, corrigiam-se sobre uma nuance de cetim, desapareciam, voltavam, partiam de novo. Não eram ridículos. Não estavam fantasiados. Estavam em seu elemento.

Melhor ainda.

Pareciam felizes.

Não de uma felicidade tola. De uma felicidade de precisão. De estar exatamente onde seus gestos, seus gostos, suas diferenças se tornavam úteis.

Louise olhou o cartaz.

Depois seu reflexo no vidro da porta.

Passara a vida tentando parecer séria, tranquilizar os homens, os banqueiros, os fornecedores, Jean, as clientes hesitantes. Aprendera a se tornar crível. Impecável. Direita. Feminina, mas não demais. Artista, mas solvente. Audaciosa, mas apresentável.

E se, pela primeira vez, fosse preciso entrar de outro modo?

Não como Louise Lang, proprietária inquieta de uma loja em Montreal.

Como outra pessoa.

Uma ideia louca, imprudente, quase infantil, abriu-se nela.

Ela a afastou.

Ela voltou.

Pensou em Pascal.

Em sua capa, seu chapéu, sua maneira odiosa de transformar o figurino em permissão.

Pela primeira vez, perguntou-se se seu erro não era ter deixado aos outros o direito de serem teatrais.

— Não, murmurou ela. Não vou fazer isso.

O que, na boca de uma mulher exausta, às vezes significava: provavelmente vou fazer.

________________________________________

À noite, em seu pequeno quarto de hotel, Louise esvaziou a mala.

Alinhou suas roupas sobre a cama.

Uma jaqueta preta. Uma calça reta. Uma camisa branca. Um lenço escuro. Sapatos baixos. Um casaco comprido. Nada masculino no sentido estrito. Mas o bastante para compor uma silhueta ambígua, se apagasse certas linhas, se prendesse os cabelos, se endurecesse um pouco os gestos.

Olhou-se no espelho.

— É ridículo.

Retirou os brincos.

— Completamente ridículo.

Puxou os cabelos para trás, prendeu-os baixos, depois escondeu a massa sob um pequeno chapéu comprado à tarde num brechó do Marais.

— Jean diria que é patético.

Amarrou o lenço de modo a quebrar a suavidade do pescoço.

— Pascal diria que é uma personagem.

Vestiu a jaqueta preta.

— Marie-Soleil diria que é uma muda.

Maquiou-se pouco, mas modificou as sobrancelhas, acentuou uma sombra, apagou a boca. Seu rosto mudou. Não o bastante para se tornar homem. Demais para continuar completamente Louise.

Tentou caminhar.

Louise demais.

Recomeçou. Menos quadris. Mais ângulo. Sem caricatura. Apenas diferente. Uma contenção nova. Uma maneira de não oferecer o rosto antes da presença.

Pensou nos assistentes da Maison Valombre.

Na elegância livre deles.

Naquela impressão de terem conquistado o direito de existir refinando sua estranheza.

Louise abriu a agenda.

Numa página em branco, escreveu:

Louis Lang.

Olhou o prenome.

Simples demais.

Acrescentou:

Louis Langel.

Não.

Louis Lange.

Melhor.

Um nome que se parecia com ela sem confessá-la.

Murmurou:

— Bom dia. Vim por causa da vaga de assistente de ateliê.

Sua voz estava alta demais.

Recomeçou, mais baixa.

— Bom dia. Vim por causa da vaga de assistente de ateliê.

Sorriu apesar de si.

No espelho, Louis Lange sorriu também.

Não exatamente um homem. Não uma mulher apagada. Uma astúcia. Uma passagem secreta. Uma personagem suficientemente frágil para entrar onde Louise Lang talvez não tivesse ousado insistir.

Pousou a mão sobre a pasta de croquis.

— Amanhã, tentamos a sorte.

Depois se deitou sem se despir imediatamente, como se tirar aquele traje já pudesse fazer a audácia desaparecer.

Antes de dormir, pensou em Coração de Tecidos.

Em Élodie, Claire, Marie-Soleil.

Em Jean, que certamente preparava uma frase para censurar sua ausência.

Em Pascal, que talvez já inventasse uma história em torno dela.

Endireitou-se bruscamente.

Pascal.

Ele compreenderia rápido demais. Sentiria a metamorfose. Faria dela uma cena. Um símbolo. Uma armadilha.

Louise apagou a luz.

— Que ele apenas tente me roubar isso, murmurou ela no escuro.

No quarto estreito, Paris não respondeu.

Mas, lá fora, em algum lugar nas ruas onde as vitrines ainda sonhavam com tecidos, a moda continuava vigiando como uma fera elegante.

FIM DO CAPÍTULO IV